Friday, November 19, 2010

Regresso a casa...


Nao ha nada como a viagem de regresso a casa, depois de uma longa, muito longa surfada.
Na verdade, nao ha nada realmente de novo em casa, mas com o regresso e isso mesmo que procuramos… a nossa gente, a nossa rua, o nosso lar, o chuveiro quente, o cheiro conhecido do shampoo, as cores, os cheiros e os ruidos familiares. O nada, o simples e perfeito “nada de novo” no qual nos sentimos seguros e confortaveis, no qual transformamos a realidade em sonhos e os sonhos em realidade.
E no fundo regressar e quase como partir. E deixar um sitio ou um estado para ir para outro mais, ou talvez menos afastado. Diariamente levamos a casa e o trabalho para o mar, e o mar para o trabalho ou para casa. Entre estas curtas viagens criamos universos de expectativas, criamos fantasmas, nutrimos medos e coragem, construimos sonhos tao solidos como castelos de areia, tao diversos e duradoiros como as ondas do mar. E dessa mesma viagem que estou a falar…
Regressar e como partir para nao mais voltar. E contemplar aquilo que nos espera, sabendo o que nos vai faltar. E ter consciencia de que deixamos um mundo em complexa e infinita transformacao, que nos transforma enquanto o transformamos, que nos da pouco ou muito, do pouco ou muito que lhe damos. Nunca somos os mesmos quando deixamos o mar, sendo este sempre outro quando la voltamos.
Estou de regresso a casa depois de uma longa, muito longa surfada….e e verdade, disseram-me que nao havia nada de realmente novo em casa, mas com o regresso e isso mesmo que procurava. A minha gente, a minha rua, o meu lar….as cores, os cheiros e os ruidos familiares. O nada simples perfeito no qual me sinto seguro e confortavel. Regresso transformado, com uma mala recheada de tanto que me foi dado, em troca do pouco ou muito que dei….Quem sabe quanto foi? Eu nao sei...
Neste partida ou regressar, vou criar expectativas, fantasmas, medos e coragem. Vou construir sonhos como castelos de areia, como as ondas do mar. E dessa mesma viagem que estou a falar…
E tristemente feliz que regresso partindo, diferentemente na mesma, para o meu novo “nada de novo”. E com saudades de tudo, que nao terei saudades de nada.
Obrigado California, mas finalmente estou de regresso a casa…

Stef

Friday, July 16, 2010

1 460 dias

Acordei suado da noite, descoberto, em calafrios. Tinha sonhado que vivia num mundo no qual a liberdade nao passava de uma janela aberta entre os preconceitos do mundo real e os presupostos da minha mente, quais puras traducoes impostas por um sistema despotico, pobre e embrutecido. Estava tudo mal. Tinha feito tudo errado.
Tinha quebrado as barreiras temporais do impossivel e talvez, ate as barreiras da razao. Quantas vezes segui aquilo que pensava ser loucura, insensatez pura, solidao dolorosa, para descobrir que so assim era feliz, quando era feliz. A recompensa primordial da viagem sempre foi a viagem em si.
Acordei suado das batalhas travadas com os fantasmas das oportunidades, os demonios das opcoes e as sombras do passado. Visitei um “alter-ego”, numa dimensao oposta ao rumo da minha propria vida. Este “outro eu” que virou a esquerda onde eu fui a direita, que sorriu quando eu chorei, que disse sim quando eu disse nao. O "outro eu" comodista em tempos de rebeliao, que foi noite quando eu fui dia, que foi carneiro quando eu fui leao.
Acordei suado, em calafrios, amedrontado por nao reconhecer nada ou ninguem.
Acordei. E tu? Onde estavas? Corri para o teu quarto. Dormias como sempre, um sono profundo e calmo de quem dorme sem temer. No teu rosto adormecido, encontrei a luz pulsante do meu farol preferido. Es astrolabio, quadrante e balestilha. Es a minha ancora num porto distante e escondido.
Es a parte da viagem que da sentido a viagem.
Obrigado, minha filha, por tudo o que me tens ensinado.
Parabens para ti, nesta data querida.


(Photo by Bernd Zeugswetter)

Tuesday, July 6, 2010

Vampire Hull by Ryan Lovelace

Here is a bit of summer fun.

Vampire Hull 7'0" x 23" x 3"




Just hope I can show this board some salty water very soon....
Maybe a nice long summer wall at Poles.

Stay well.

Friday, February 26, 2010

Wednesday, September 9, 2009

~SBMM~

The Santa Barbara Maritime Museum has quite a nice and small collection to show...here are some of the highlights.

George Greenough's Flexspoon and camera used in the movie "The Innermost Limits of Pure Fun" :




Tom Curren's Red Beauty by CI:
One of Slater's first Boards by CI:

The "Rocket Fish" by local legends Clyde Beatty Jr. and Max MacDonald:
And......a very nice "Rincon" Longboard by Yatter:

The SBMM is worth a visit:


Tuesday, August 25, 2009

There are no words to describe atrocity...



"Only when the last tree is cut; only when the last river is polluted; only when the last fish is caught; only then will they realize that you cannot eat money."

Cree Indian Proverb

Thursday, August 20, 2009

Enjoy the Universe Tonight

Since Speak & Spell in 1981 and "just can't get enough" that I have been listening to Depeche Mode. 1987 and Music for the Masses was a turning point for Depeche Mode. I recall DM taking over the charts and taking over the "masses". I loved that record, but somehow, I disliked the "mainstream" side effect and all the media hype at the time.
1997 was "Ultra" for sure.
The last two albums have been an act of greatness. Playing the Angel, 2005, was just fantastic. A mature DM presented us with some of the older sound and feeling from 1981/87.
Sounds of the Universe, 2009, has kept up with all my expectations and has been the soundtrack of my days since last April.

I am trully excited to finally see DM live, after all this years.
Santa Barbara Bowl here I come.